É neste lugar virtual, é por aqui, ladeira onde todos podem expor as suas opiniões, de forma ou sensata ou totalmente irresponsável, que posso concluir que a humanidade não tem salvação. E quando digo essa palavra não me refiro a um pensamento cristão, mas sim de que não merecemos qualquer coisa que possa ter em sua significância algo que remeta a felicidade. Em dois dias eu li que depressão é palhaçada, que o palhaço drogado que falava mal do Brasil morreu tarde, que depressão é falta de taca. Hoje, o Brasil assiste, na arquibancada do seu sofá a morte de um pai de cinco filhos em um acidente de avião e junto com ele, outros pais estavam naquela aeronave. E aqui, nesta budega livre, dita democrática, mais uma vez leio absurdos que vão desde o desejo à morte de outros, até teorias conspiratórias e piadas de tanto mal gosto que é realmente de fazer um palhaço se matar. E se não fosse por esse sentimento de apego aos meus, e a tantos que realmente merecem viver eu realmente acharia que um novo Dilúvio cairia bem, ou uma nova extinção por um meteoro como há milênios.
Sim, eu me importo com o Ebola.
Sim, eu me importo com Gaza.
Me importo com as mortes do avião da Ucrânia.
Me importo com qualquer morte que leve de seus entes um pai, um ser humano que era importante.
Me refiro a esses dois exemplos porque são recentes e fico estarrecida em como esse povo desta bola azul pode ser leviano. Cruel. Despreparado para viver.
Alguns amigos brincam dizendo que eu falo demais em morte no meu dia a dia. Que todos os dias eu conheço alguém que morre. Mas é que a perda me comove, embora eu acredite que possamos renascer e nos reconstruir em outro momento.
Eu não me importo em ser exacerbadamente sentimental. Não mesmo. Isso provavelmente maltrata mais a mim que a qualquer pessoa.
Me importar demais, mesmo com os que não conheço é mais dolorido à minha pessoa, pode crer.
Sim, o mundo está uma merda. Mas eu não viro as costas. Não desisto.
Palhaço, políticos ou conhecidos ou desconhecidos: minha oração e a de minha família está com vocês.
Não, não sou obrigada.

É triste perceber que a educação nas escolas ainda não tem um enfoque humanista, em sua totalidade. É triste saber que as relações humanas não tem o mesmo valor que aquilo que pode ajudar o ser humano a conquistar mais dinheiro e poder. E é triste ter a sorte de ser alguém especial e diferente, e ainda ser julgado por isso ;(
ResponderExcluir(Renata Maria Chaves Lima)