Uma
preocupação do mundo monogâmico: a perda de seu status quo.
Porque “fazer amor” está se
tornando fora de moda. Está? Você trepa ou faz amor? Você trepa com quem faz
amor? Talvez seja essa a chave da Caixa de Pandora. Não sei quem colocou na
cabeça (sem dualidades, por favor) que não se trepa com quem se faz amor.
Eu
sinceramente acho que, ao entrar na adolescência nossos jovens deveriam ganhar
de presente um exemplar do Kama Sutra. Nossas meninas e meninos deveriam
aprender que sexo é vida, não é vulgaridade. Aliás, nunca entendi a importância
dada aos pseudônimos do sexo _ trepar, fuder, fazer amor _ como se tudo não
fosse para designar essa junção de corpos. Porque fazer amor é lindo e trepar é
sujo? E nunca entendi porque “fazer amor” é, vocabularmente, menos intenso que “trepar”.
Acho, inclusive, e digo por experiência própria que, em apenas uma noite de
sexo é possível fazer todos eles, basta ter disponibilidade.
É possível
estar com uma pessoa que se conhece pouco e fazer amor? É possível trepar com
quem se está relacionando de forma constante? É possível fazer do ato sexual
algo tranquilo e sem tantos pronomes, interjeições, vocábulos e conceitos? É
possível apenas entrelaçar os corpos e ser feliz?
É
possível ler este texto sem se escandalizar com a palavra TREPAR?
Esqueçam
as palavras e encontrem os corpos.
Trepem ou façam amor, mas descubram-se.

Sim... podemos ser felizes num sexo casual ou daqueles com a pessoa que estamos décadas... acho que sexo independe do parceiro, mas da qualidade... por isso as pessoas usam tantos artifícios e fantasias... Mas que importa se vai rolar sexo com amor ou apenas tesão?
ResponderExcluirAcho que todos devem ter o direito de saber o conceito que o outro tem a respeito de envolvimento íntimo, sabe? Pra checar se bate. Pq ai se nao bater, nao da certo...
ResponderExcluir(Renata Maria Chaves Lima)