quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Sobre encontros e desencontros


É possível nos encontrarmos e nos perdermos várias vezes em uma só vida. Nos perdemos de nós mesmos, de nossas escolhas, de pessoas. Alguns desencontros são propositais e, por vezes, necessários. A vida, as vezes, nos faz cortar um laço que já estava frouxo e nos salva de ter que amarrar o cadarço puído.
Alguns encontros nos são destinados. E você percebe isso no primeiro olhar, na primeira frase trocada. Na mútua sensação de aconchego e permissão. Mas nem todas as vezes a sabedoria funciona e então, voilà: tomamos caminhos inversos, saboreamos tristeza, mágoa, e crescimento através da dor; apenas para rodarmos em círculos e batermos novamente na mesma porta que nos acolheu.
Saibamos apreciar nossas segundas chances. Nem todos a tem. Nem todos podem se dar ao luxo de achar o fio da meada, então não perca a ponta do durex.
Não se deixe subornar pela auto piedade que te impede de rir. Não se auto flagele, não se puna. Você pode, e deve, ser feliz.
Se o Universo te deu uma segunda chance e te colocou no caminho o reencontro, aproveite.
A gente nunca sabe até quando.
Nunca.

Um comentário:

  1. Exatamente! É um texto que nos convoca a exercitar mais essa sabedoria, que todos temos, mas é que precisamos agir como se realmente tivessemos, verdade ^^

    (Renata Maria Chaves Lima)

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