Sou cantora. Há quinze anos. Comecei no Rio de Janeiro, mas foi em São Luis, Maranhão, já na ponta alta do mapa, que minha carreira se consolidou e, além de conhecer verdadeiros amigos, me apaixonei pelo meu ofício.
Nunca consegui compreender a necessidade do ego em meu meio. A competição desenfreada, que faz com que nos tornemos quase inimigos, puxando o tapete em trabalhos, falando mal nos becos, enfim. Acho que música é pra unir e quem é bom de verdade, é humilde o suficiente pra admirar seus colegas de profissão.
Tassia Campos, ariana, cantora porreta, amiga de alma, é muito diferente de mim. Ela é contemporânea, eu sou tradicional. Ela é desapegada, eu trago tudo pra dentro do meu umbigo. Ainda assim encontramos a sintonia do caminho do meio, em sermos ambas mães, cheias de afazeres díários, e uma entrega pela música que é maior do que nosso desejo de desistir.
Ontem ela cantou Marina Lima, mas já cantou Sergio Sampaio, Novos Baianos, Bob Marley, e sua próprias músicas e tudo é sempre assim: entregue e cheio de paixão.
Eu não sei dançar devagar, nem ela. Somos intensas em nossas vidas e mesmo quando procuramos o chão, é apenas para que ele se derreta sob nossos pés, através desse momento particular e único que é a canção.
Não dança mesmo não, amiga. Canta. E vive.
Amém a ti, passarinha.
<3
Amo as duas. De paixão não passageira. Dancem devagar, rápido, mas sempre cantem. Bjsss
ResponderExcluir